Para o leitor, a experiência torna-se confusa. Sem referências visuais, espaciais ou sensoriais, a imersão na história é quebrada, transformando um momento que deveria ser emocionante em um jogral mecânico.
Nem tanto ao mar, nem tanto à praia, caro leitor. Evitar esse erro exige apenas atenção aos detalhes cotidianos: em vez de interromper o fluxo com descrições longas, insira o cenário nas ações diretas dos personagens. Fazer um protagonista limpar os óculos, notar o ranger de uma cadeira velha ou sentir o cheiro do café passado ancora a narrativa no mundo real. A boa escrita não apenas conta o que acontece, mas constrói o palco onde a vida literária se desenrola.
É claro que não há uma receita de bolo, cada autor vai encontrar seu "modus operandi", contudo, se você guiar seu trabalho preocupando-se com esses detalhes, com certeza irá dar mais profundidade à sua história, além de criar uma experiência muito bacana para o seu leitor.

Comentários
Postar um comentário